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Descarte-me
O segundo blues deste disco é uma poesia rock'n roll que fala sobre solidão, cidade e temas contemporâneos de um blues urbano, fazendo jus ao estilo representando-o em bom serviço as raízes de sua influência empirica. Aqui o compositor aborda temas ligados à dor,  é preciso abraçar sua dor para ser o verdadeiro blues. Do que adianta tocar virtuosamente quinhentas notas por segundo se nunca vivera blues na pele. Como o velho Whisky, no blues não entra água com gás. A música tem referências de blues americano com uma gaita derradeira que remete ao Caned Heart, um rodie movie urbanoid com violões acústicos e todos os ingredientes do velho som tocado nos campos de algodão do estado do Lousiana nos USA. Poesia niilista com pegada striper estradeira urbana, Descarte-me ou me beija baby, porquê isso é Rock'n Roll. A música foi gravada por Chico Sá na bateria, Gabriel de Moura e Edú Nascimento nos violões, Leonardo Reis no contra-baixo, Diego Orrico nas Gaitas, Marconi Lins nos vocais e guitarra. Música de Marconi Lins. Produzido e gravado por Nicolau Rios no NRios Studios.





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Bar Fly

Das doze canções que estão inclusas neste primeiro CD, essa é a única música que não é de autoria do Marconi Lins. Bar Fly é um blues alcoólico que ele vem apresentando há algum tempo, principalmente nos shows acústicos. “Escutei essa composição  por Duda Brandão, que é o autor,  “Duda é um amigo do qual admiro bastante seu trabalho, um poeta do rock. E essa música sempre foi uma grande influencia no meu repertorio ”, lembra Marconi. A primeira ideia da gravação era reproduzir  um formato acústico bem blues raiz com gaita e afins. Mas quando gravou a bateria a canção tomou outro direcionamento: Chicago Blues com pitadas de Doors e todo hedonismo messiânico irresponsável do Jim Morrison. Talvez por causa da letra, ou do passeio notívago pelo undergorund, o fato é que a música ficou com uma pegada matadora. Destaque para as guitarras envenenadas de Oyama Bitencourt, que junto com baixista, Jerry Marlon, deram  suporte necessário para a  composição. Não foi a toa que essas duas lendas do blues baianos foram convocados para tocar Bar Fly. Os músicos têm anos de bons serviços prestados ao rock e blues em Salvador. Na bateria, assim como em todo o álbum, foi tocado pelo mestre Chico Sá. Bar Fly é um rhythm blues com a formação clássica do rock ’n roll: bateria, guitarra e baixo. Junto com a poesia caótica revivemos  em alto estilo à risca esse tal de rock’n roll. É celebração da vida, dos loucos e dos bêbados, como diria Duda Brandão. Gravado no NRios Stúdios e produzido por Nicolau Rios.